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Transformação digital no campo e desafios são discutidos no AgTech Fórum

AgTech Forum reuniu na última quinta-feira, 24/11, em São Paulo, diversos representantes que integram a cadeia de valor do agronegócio para debater questões importantes e específicas sobre o setor. Através de palestras e painéis, foram apresentadas e discutidas inovações aplicadas ao campo, tais como agricultura digital e big data.

O evento teve como objetivo desenvolver o setor, idealizando novas formas de interação da cadeia como um todo, aumentando o potencial produtivo do Brasil cada vez mais, e levando alimentos para as famílias brasileiras e de tantas outras nações beneficiadas pela produção do “país celeiro do mundo”.

A transformação digital no campo e a inovação exigem a união de empresas de toda a cadeia de valor do agronegócio

O setor do agronegócio mundial vive uma era de grandes desafios, garantir que a produção de alimentos consiga atender a demanda da crescente população, que em 2050 irá atingir 9 bilhões de pessoas. Isto exige ir além, é preciso unir agentes envolvidos em toda a cadeia de valor do agronegócio para que a transformação digital e inovações possam ser efetivas na busca pela melhoria da eficiência da produção e de um modo mais sustentável.

Para isto, o AgTech Forum reuniu desde grandes empresas de tecnologia, como IBM e Microsoft, gigantes do agro, como SLC Agrícola, Raízen e Coopercitrus, e também empresas pioneiras, líderes em Agricultura Digital no Brasil, como a Agrosmart, para debater as necessidades do setor em termos de inovação tecnológica e sua aplicação no campo.

Tecnologia a serviço do campo: ajudando o produtor no dia a dia da fazenda

Um dos painéis teve como tema “A Apresentação de Casos Inspiradores já Consolidados no Setor: Ferramentas Desenvolvidas que Apresentam Grandes Avanços para o Agronegócio e Trarão Ideias em Termos de Inovações “. Nesta rodada, empresas como a INCERES, e-Farm apresentaram soluções que trazem plataformas digitais de agricultura de precisão e gestão agrofinanceira , possibilitam aplicar técnicas de agricultura de precisão e realizar mapeamentos, de forma simples e acessível para o produtor.

Já a Agrosmart apresentou o sistema que é focado no monitoramento e apoio a tomada de decisão na lavoura, levando os produtores brasileiros para a era da agricultura digital. O sistema pode proporcionar uma economia de até 60% no uso da água e 30% no uso da energia necessária para a irrigação de lavouras, impactando consideravelmente os lucros e otimizando os recursos naturais.

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Por meio de sensores em campo, imagens de satélite e processamento de dados, a Agrosmart gera recomendações e relatórios ao produtor. A principal aplicação hoje é em relação à  irrigação, através de recomendações diárias de quanto e quando irrigar, de acordo com a necessidade hídrica real da planta. O sistema ainda oferece mais flexibilidade para o produtor rural, que consegue se manter conectado com sua plantação e, ainda assim, realizar outras tarefas, já que não é necessário estar 100% do tempo no campo.

Integração é a chave para consolidação dessas novas tecnologias

Hoje existem diversas tecnologias disponíveis aos produtor para que ele possa gerar dados e conhecer cada detalhe da sua lavoura. Mas de que adianta tanta tecnologia sem integração? Esse foi o outro tema no evento.

Em entrevista ao Portal DBI, Ralph Hammer, que trabalha com a análise de dados na Raízen, disse esperar que as novas tecnologias otimizem seu tempo no sentido de promover o cruzamento de informações. “Mais do que ter uma solução final, no nosso caso, o que gera valor é ampliar o conhecimento do negócio. Ter visualizações de todo tipo, integrar os dados. Porque hoje em dia, com o Big Data, há uma lacuna crescente entre velocidade de geração de dados e capacidade de processamento deles”, diz.

Outro desafio está na questão da infraestrutura em zonas rurais. De acordo com Sana, da SLC Agrícola, “[…] se, por um lado, você tem dados online, por outro, no campo muitas vezes não tem redes 3G ou 4G para passar a informação adiante”, diz.

Em entrevista também ao Portal DBO, Franklin Luzes Junior, diretor de operações da Microsoft Participações, disse que a integrabilidade é um desafio do século XXI não só para a agricultura. “As inovações no mundo têm sido exponenciais e é difícil para o ser humano dar conta de absorver tudo isso. Se no passado competíamos com o software aberto Linux, por exemplo, hoje temos projetos juntos, e é isso o que deve acontecer em outros segmentos”, diz. Para ele, a tendência é que cada vez mais produtos complementares surjam no mercado, dando espaço para o trabalho conjunto entre as empresas, que possa atender às necessidades do consumidor.

Para Mariana, CEO da Agrosmart, a aplicação de inovações no campo exige que as empresas ofereçam soluções completas e integradas aos produtores, garantindo o sucesso do cliente para que ele possa utilizar adequadamente as ferramentas e obter resultados. “Atuamos em uma área que demanda tecnologia, mas que ainda funciona de uma maneira mais tradicional, intuitiva”, diz ela. Para garantir a adequação do sistema da Agrosmart na realidade do dia a dia das fazendas, a empresa se encarrega desde a instalação até a manutenção e suporte semanal via telefone. Desta oferecemos uma solução completa ao produtor, eliminando a “dor de cabeça”, garantindo uma melhor experiência de uso das ferramentas e dos resultados esperados.

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