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3 Formas de reduzir seus custos de irrigação

A irrigação é de extrema importância para a agricultura, contribuindo para o aumento de produtividade na lavoura e para um bom desempenho em condições climáticas adversas. Segundo a FAO, a área irrigada no mundo corresponde a 20% do total agricultado, porém, é responsável por 40% da produção dos alimentos. Aliado à sua importância estão seus custos, demandando um bom planejamento, visto que pode se tornar um processo tão oneroso que pode chegar a inviabilizar a sua utilização.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, a tarifa cobrada de produtores rurais em algumas regiões do país aumentou em até 50% entre os anos de 2014 e 2015. A tendência é de aumento ainda maior dos custos de irrigação com as novas regulamentações e diretrizes que apontam para o início da cobrança sobre a utilização da água na irrigação, passando a taxar pelo volume utilizado. São Paulo pode ser o estado pioneiro a cobrar pelo uso da água, já que está prevista na Política Estadual de Recursos Hídricos, regulamentada pela Lei 7.663/91.

Diante deste contexto, da importância da água para o ser humano e dos altos custos que podem ocorrer na irrigação, é preciso utilizar racionalmente este recurso. Assim, trazemos 3 formas de você economizar com o seu sistema de irrigação:

#1 – Irrigação no período noturno

Já existem programas de incentivo a irrigação feita entre os horários de 21:30 até 06:00, durante a noite e madrugada, pois é quando temos uma menor demanda de energia elétrica nos outros setores e quando a tarifa de energia fica mais barata, também conhecida como tarifa verde. Além de reduzir o custo com a energia, a evapotranspiração a noite também é menor, ou seja, é preciso de menos água para irrigar em comparação de quando é dia.

Basta procurar a concessionária de energia e conversar sobre o sistema de cobrança diferenciado para aqueles que fazem irrigação noturna. É feito um contrato e é instalado um equipamento que mede, além da quantidade de energia consumida, quando que ela está sendo consumida. Os custos podem ser reduzidos em até 80% com esta prática.

#2 -Irrigação Inteligente

Os instrumentos utilizados para auxiliar no manejo da irrigação tem por objetivo coletar dados que proporcionem informações sobre aplicar a quantidade certa de água, no momento exato. Alguns equipamentos tem difícil aplicação por causa da complexidade de manuseio e interpretação de suas informações, como os tensiômetros, que medem a umidade do solo e se mostram cada vez mais em desuso. A utilização de estações meteorológicas, para o cálculo do balanço hídrico, exige um nível alto de complexidade na interpretação dos dados, tornando algo pouco prático para o uso no dia a dia do produtor.

Estes métodos e equipamentos perdem em conectividade, porque não estão integrados à internet e, logo, não permitem o acesso remoto aos dados. Além disso, a complexidade de coleta e interpretação dos dados representam outra grande desvantagem.

A Agricultura Digital, também chamada de Cultivo Inteligente, é a nova revolução tecnológica no campo e veio para trazer suporte a tomada de decisão do produtor rural. Através de sensores na plantação e satélites no espaço ela permite a coleta e processamento de um grande volume de dados para gerar recomendações que otimizam o uso de recursos e aumentam a produtividade, ao entregar para a planta exatamente o que ela precisa.

É neste contexto que surge o manejo inteligente da irrigação, muito mais do que apenas um equipamento coletando uma ou duas variáveis. Ele calcula a necessidade de aplicação de água baseando-se em diversas variáveis ambientais monitoradas em tempo real, combinando características de solo, planta e clima, medidas automaticamente por sensores instalados no campo. A irrigação inteligente também interpreta os dados gerados pelo sistema no campo, através de software, enviando-os em para o seu celular ou computador com a recomendação da irrigação, com 100% de precisão.

Com isso, o manejo inteligente aumenta a produção agrícola, racionalizando a mão-de-obra, energia e água, e reduz a ocorrência de problemas fitossanitários, relacionados com a aplicação excessiva ou deficiente de água e de lixiviação de nutrientes.

#3 – Manutenção e calibração periódica do sistema de irrigação

Este procedimento garante que a quantidade de água determinada no sistema de controle é a mesma quantidade de água que está saindo nos bicos dos aspersores, garantindo precisão no processo de irrigação. Além disso, a manutenção periódica evita desperdícios e possíveis vazamentos.

Aplicando estas 3 dicas é possível aumentar a lucratividade da sua produção e reduzir os custos do seu sistema de irrigação. E melhor ainda, de forma sustentável, pensando no meio ambiente, com o menor impacto possível sobre os recursos hídricos e energéticos, e ainda aumentando a produção.

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Thiago Fantim

Sou especialista em marketing digital, área que atuo há vários anos. Já tive a oportunidade de trabalhar em diversos setores que compõem essa área: agência de marketing digital, loja virtual varejista e plataformas SaaS.

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