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Manejo da cigarrinha-do-milho

Saiba como identificar e quais condições ideais para o controle dessa praga.

Você, produtor do Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que está na safrinha do milho certamente já perdeu o sono se preocupando com uma antiga inimiga: a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

Por sua ligação com a transmissão de vírus e de bactérias molicutes, a cigarrinha é responsável pela disseminação de duas doenças que impactam drasticamente na produtividade das lavouras: o enfezamento pálido e o enfezamento vermelho do milho.

Imagem de uma cigarrinha-do-milho em uma folha da planta
Fonte: EMBRAPA

Identificando a cigarrinha-do-milho

A cigarrinha ataca a cultura do milho especialmente em estágios iniciais, causando quedas significativas no rendimento de grãos.

É difícil notar quando seus ataques ocorrem, mas é o modo como ela ataca que deve ser compreendido: quando a cigarrinha se alimenta da planta, ela deposita, através de seu estilete, os vírus e bactérias.

E é nesse processo que a transmissão das doenças ligadas ao complexo de enfezamento é facilitada.

O inseto mede aproximadamente 0,5 cm, possui cor branco-palha com duas manchas pretas na parte dorsal da cabeça e duas fileiras de espinhos ao longo das tíbias posteriores.

Complexo de enfezamento

O enfezamento vermelho é causado pela bactéria molicutes Candidatus Phytoplasma asteris, e o enfezamento pálido, causado pela molicutes Spiroplasma kunkelii.

Em ambos os casos os patógenos infectam plantas sadias por meio da saliva da cigarrinha no momento em que a mesma se alimenta da seiva.

No início, o enfezamento vermelho é caracterizado por clorose marginal das folhas do cartucho, que na sequência se expressa com o avermelhamento das pontas das folhas inferiores.

As folhas que se desenvolvem demonstram diferentes graus de clorose e avermelhamento, e diminuição do tamanho.

Imagem de plantas de milho contaminadas pelo enfezamento vermelho
Fonte: RRPlus

Em geral, plantas infectadas com enfezamento vermelho apresentam encurtamento dos internódios, nanismo, multi-espigamento ou falta de espigas, e espigas com má formação de grãos.

O enfezamento pálido expressa sintomas muito semelhantes aos do enfezamento vermelho. Sua principal diferença está no sintoma inicial, com uma clorose mais acentuada na base foliar.

Os sintomas do enfezamento aparecem em um período de 7 a 10 dias após a infecção.

Imagem de plantas de milho contaminadas pelo enfezamento pálido
Fonte: RRPlus

Esse complexo de doenças pode impactar em perdas de cerca de 30% na produtividade do milho.

Isso acontece porque as múltiplas espigas geradas na planta apresentam menor tamanho e grãos leves – denominados “chochos”.

Lavouras de milho instaladas tardiamente são as mais propensas ao complexo de enfezamento porque a segunda safra coincide com as altas populações do vetor.

Temperaturas acima de 17°C durante a noite e 27°C durante o dia favorecem a multiplicação da cigarrinha.

Outros fatores que podem favorecer a praga, são:

  • Plantas de milho tiguera ou voluntaria.
  • Lavouras de milho semeados em diferentes épocas.
  • Nível de susceptibilidade dos híbridos de milho.

Manejo da cigarrinha-do-milho

A principal estratégia para o manejo da cigarrinha do milho é a junção dos métodos culturais e químicos. 

É importante:

  • Eliminar o milho tiguera e plantas voluntárias da área;
  • Realizar o tratamento de semente com inseticidas sistêmicos;  
  • Evitar ao máximo prolongar a época de semeadura;
  • Escolher híbridos com tolerância aos molicutes;
  • Monitorar a lavoura constantemente para identificar a praga na área é essencial para a tomada de decisão sobre o início do manejo químico;

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