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Agrosmart na Prática – Grupo Floss

“Informações mais automatizadas e que estejam na nossa mão mais facilmente, a tomada de decisão, com certeza, será muito mais facilitada”

Luiz Gustavo Floss| Diretor do Grupo Floss

Engenheiro agrônomo de formação pela Universidade de Passo Fundo (2000),Luiz Gustavo Floss possui especialização em Administração Rural pela Universidade Federal de Viçosa (2003) e mestrado em Produção Vegetal pela Universidade de Passo Fundo (2008). Desde 2001 Luiz Gustavo é diretor do GRUPO FLOSS. Grupo Agrícola, que conta com mais 900 colaboradores, prestando consultoria para produtores rurais, cooperativas e multinacionais do agronegócio, e desde 2006, realizando pesquisa agrícola aplicada nas áreas de nutrição de plantas, fisiologia vegetal, fitopatologia, entomologia e plantas daninhas.

Como tudo começou…

O consultor relata que a parceria junto à Agrosmart começou com a aquisição de uma estação meteorológica para facilitar a coleta de dados pelo o grupo. O Grupo Floss realiza muitos ensaios para as principais empresas do mercado de defensivos e da parte nutricional, principalmente na cultura de soja, milho e algodão. Eles utilizam dados de temperatura, umidade do ar, direção e velocidade do vento para discutir o resultado dos ensaios de campo e concluir se os resultados sofreram influência positivas ou negativas.

“A gente tinha uma necessidade para que isso tivesse que ser automatizado porque eu viajo muito, acabo não ficando na estação diariamente e é sempre importante a gente saber as condições que estava esse clima, o que aconteceu para a realização das operações a campo. Então, o nosso principal objetivo foi esse: foi buscar informações dentro de uma única plataforma, que a gente não precisasse ficar alimentando essas informações porque isso demanda pessoas e tempo, inclusive aos finais de semana, para ficar coletando informações desse tipo. Então, quanto mais automatizado pudesse ser facilitaria nosso trabalho para verificar essas informações para a pesquisa.”

Agrosmart na prática!

Segundo Luiz,  ele e o coordenador de campo do grupo acompanham todos os dias via celular aquilo os dados em tempo real e os dados históricos que já ocorreram.

 “Basicamente, hoje, eu trabalho muito mais pelo celular através dos aplicativos ou do browser, onde você tem acesso facilitado dentro da plataforma. Então, eu acabo todos os dias observando quais são as condições meteorológicas e aplicando isso na prática. Por exemplo, a gente não faz nenhuma aplicação no campo se o vento estiver acima de 7km/h, ou a gente não realiza nenhum tipo de aplicação se a umidade relativa do ar estiver abaixo de 60%, não realizamos aplicações quando a temperatura está acima de 30 graus ou abaixo de 15 graus célsius. Então, esse monitoramento que acaba acontecendo junto com o meu coordenador de campo é justamente para a gente saber o melhor momento das aplicações, o melhor momento para a planta poder absorver os produtos e explorar o que cada produto faz.

Muito além de um previsão do tempo

Nesta safra, com poucas chuvas, o produtor afirma que foi fundamental saber o quanto choveu comparado ao padrão da região.

“Nos últimos meses, nós estávamos monitorando a falta de chuvas. Passamos durante três meses aqui com menos de 200 mm e isso deveria ser a somatória de um mês só. Conhecer tudo isso é muito importante para justificarmos junto aos nossos relatórios a eficiência que os produtos tiveram frente à essa realidade. Uma das questões que a gente trabalha muito aqui são produtos que servem como antistress ou bioestimulante que controlam, ajudam a monitorar o equilíbrio hormonal. E se a gente consegue observar esses momentos críticos para as plantas isso faz com que a gente possa discorrer se o produtor pode estar melhorando ou não a eficiência energética da planta.” 

os detalhes…

O mestre engenheiro agrônomo ressalta  que é imprescindível monitorar as variáveis climáticas por não poder controlá-las e reforça que a plataforma vai muito além da função de previsão do tempo.

“Sem dúvida que essas informações são importantíssimas para a gente explicar muitas situações que a gente tem no campo. Como a nossa fábrica é a céu aberto, a gente não tem teto, não consegue controlar a luz, a gente precisa pelo menos ficar monitorando essa luz, esse teto, essa chuva, essa nebulosidade e isso tudo facilita o nosso dia a dia. Não só as operações que a gente acaba realizando, as aplicações, a semeadura, a colheita, mas também podendo explicar várias situações, observações que a gente tem sob determinados produtos que são fundamentais para entender o funcionamento deles e o clima tem total relação com esses resultados.”

Ele entende que a digitalização da agricultura está em um nível muito alto e cresce a cada dia mais, como nunca visto em de vinte anos de carreira, além da facilidade a tomada de decisão será muito mais precisa pela as novas gerações.

“Então, a facilidade em busca da informação, principalmente informação correta e que seja filtrada, facilita muito a tomada de decisão. Há dez ou quinze anos atrás nós tínhamos que fazer muita coisa manual, e hoje, daqui a pouco vai ter produtos que não vão precisar sair de casa. Vai usar o seu computador para acionar o trator, o pulverizador, vai ter uma condição menos braçal e essa nova geração vai saber aproveitar. Eu digo que a automatização é o futuro porque não adianta ser digital se a gente precisa imputar dados manualmente, não melhora muita coisa só armazena. Agora, a automatização onde as informações se criam de forma automatizada e estejam na nossa mão mais facilmente a tomada de decisões será muito mais facilitada. Não tenho dúvidas disso, de que essa mudança que nós estamos tendo nesse momento vai deixar a agricultura muito mais competitiva a nível mundial.”

O Diferencial

Mesmo em tempos de digitalização é fundamental o relacionamento e o acompanhamento de um consultor Agrosmart. Este acompanhamento foi o diferencial para Luiz Gustavo escolher a Startup.

“Essa é uma questão interessante porque cada vez que a gente vai para o meio digital eu percebo que se torna cada vez mais importante o relacionamento com as pessoas no meio desse processo digital. As pessoas não estão ficando fora do processo porque vai ter que existir o relacionamento. Inclusive, o meu contato com a Agrosmart foi por causa de uma visita do consultor da empresa apresentando toda a plataforma aqui no Grupo Floss. Então, esse relacionamento, esse tête-à-tête, essa conversa olho no olho, vai continuar existindo, mas de uma forma muito mais objetiva e agregando àquela realidade que existe

Expectativas para a safra 2020/2021

A expectativa da próxima safra deve ser impactada pelo fenômeno La Niña que provoca diferentes situações nas regiões do Brasil, causando chuvas com maior ou menor intensidade por todo o país e na América Latina.  Já se fala em perdas de lavouras como a soja, por exemplo.

“O Brasil era para estar produzindo 134 ou 135 milhões de toneladas de soja, mas o meu número hoje é que a gente deve chegar a 125 milhões de toneladas de soja. Isso ainda será precificado pela bolsa de Chicago e a gente está na expectativa de que mesmo que a gente tenha uma menor produtividade tenha um preço mais alto que compense, em parte, essa perda em função climática”

Com os dados em momento real e a previsão da safra 20/21 o planejamento não para.

“…se eu tenho a perspectiva de um clima mais seco, obviamente, eu vou ter menos pragas, menos doenças e com isso posso tomar decisões para trocar por determinados produtos, aumentar o período de aplicação ou, talvez, até reduzir uma ou duas aplicações, se for o caso. Então, a partir do momento que a gente sabe as previsões e vai acompanhando essas condições climáticas a gente vai tendo noção de como aplicá-las e, principalmente, diminuir ou aumentar os custos

Para a próxima safra, o Grupo tem segurança que as novas ferramentas, lançadas pela Agrosmart, serão de extremo auxílio para o fortalecimento da parceria.

“Olhando pelas ferramentas novas que devem vir da Agrosmart, pelas que já foram implantadas recentemente e pelas que devem vir mais para a frente eu acredito que a gente vai cada vez mais se firmar essa parceria. É mais ou menos como quando nasce uma criança que começa a engatinhar, começa a caminhar, quer correr… é como a gente enxerga essa parceria: o início foi com uma demanda e com o tempo as demandas vão aumentando e isso é uma via de mão dupla. A gente tem as nossas demandas e a Agrosmart, com a sua clientela toda, tem outras demandas que a gente nem imaginava que pudesse acontecer e está vindo para nós. Então, quanto mais informações, o NDVI agora também vem para a gente observar, principalmente, falhas na lavoura, tudo é interessante e a tendência é incrementando[…].”

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