{"id":9111,"date":"2020-02-05T12:46:22","date_gmt":"2020-02-05T14:46:22","guid":{"rendered":"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/?p=9111"},"modified":"2020-12-16T17:16:22","modified_gmt":"2020-12-16T20:16:22","slug":"o-que-esperar-do-clima-e-do-mercado-de-graos-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/o-que-esperar-do-clima-e-do-mercado-de-graos-em-2020\/","title":{"rendered":"O que esperar do clima e do mercado de gr\u00e3os em 2020?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Conversamos\ncom Tarso Veloso, Diretor de Opera\u00e7\u00f5es na AgResource Company, para entender\ncomo China, Estados Unidos e o clima podem interferir no agro Brasileiro. <\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/84828247_607719950079206_8074042293138489344_n.png\" alt=\"Clima no mercado de Gr\u00e3os 2020\" class=\"wp-image-9116\" width=\"695\" height=\"180\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parece redundante discutir temas de 2019 ainda em\n2020. Mas o circuito de negocia\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos com a China se encerrou\nrecentemente, e precisamos entender o que essa investida estrat\u00e9gica dos\namericanos vai proporcionar para o agroneg\u00f3cio brasileiro. O clima, por outro\nlado, \u00e9 e sempre ser\u00e1 um fator recorrente na tomada de decis\u00e3o dos produtores,\ninfluenciando positiva ou negativamente na produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo menos de acordo com os indicadores internos, como\nos dados da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), o Produto\nInterno Bruto (PIB) do setor agro brasileiro deve aumentar 3% em 2020. Al\u00e9m\ndisso, o levantamento \u201cPerspectivas 2020\u201d do CNA SENAR reportou que, na\naus\u00eancia de problemas meteorol\u00f3gicos, o Brasil poder\u00e1 ser o maior produtor de\nsoja do mundo, gerando 125 milh\u00f5es de toneladas da oleaginosa. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas como a incerteza tamb\u00e9m faz parte da agricultura,\nsabemos que muita coisa pode acontecer, mudando completamente esse cen\u00e1rio.\nPara conhecer quais s\u00e3o as possibilidades para 2020, com base nas rela\u00e7\u00f5es\nentre Estados Unidas e China e fatores clim\u00e1ticos, conversamos com Tarso\nVeloso, Diretor de Opera\u00e7\u00f5es da ARC Mercosul, da AgResource Company \u2013 empresa\nde consultoria e pesquisa agr\u00edcola nacional e internacional, que prev\u00ea\ntend\u00eancias de pre\u00e7os agr\u00edcolas nacionais e mundiais.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Impactos do mercado global no Brasil: quais movimentos no exterior ser\u00e3o sentidos pelo produtor Brasileiro?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Tarso Veloso explica que o mercado global deve ver crescimento em 2020, puxado pela redu\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o na disputa comercial entre Estados Unidos e China. \u201cO principal movimento no mercado internacional que vai impactar o produtor rural brasileiro ser\u00e1 o acordo da fase 1 da guerra comercial entre Estados Unidos e China\u201d, esclarece Veloso. <\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da guerra tarif\u00e1ria entre os dois\npa\u00edses, o Brasil foi de longe o maior beneficiado, exportando 85 milh\u00f5es de\ntoneladas de soja. Com o acordo entre as duas na\u00e7\u00f5es, a China precisar\u00e1 comprar\nmais soja e milho dos americanos, o que vai obrigar o Brasil a procurar outros\nmercados consumidores. <\/p>\n\n\n\n<p>Com essa mudan\u00e7a, os impactos ser\u00e3o menores\nexporta\u00e7\u00f5es e estoques maiores dentro do Brasil, com pre\u00e7os em baixa. \u201cMas at\u00e9\nagora ningu\u00e9m sabe ao certo qual quantidade de soja a China vai comprar dos EUA\ne se, de fato, o Brasil acumular\u00e1 gr\u00e3os. O que se sabe \u00e9 que a China n\u00e3o ir\u00e1\nmais evitar a soja americana, como aconteceu em 2018 e parte de 2019\u201d, comenta.\n<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>O que o produtor precisa saber sobre o mercado de commodities em 2020?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Veloso explica que o mercado deve ficar menos\nvol\u00e1til e os pre\u00e7os no Brasil continuar\u00e3o rent\u00e1veis por conta do c\u00e2mbio e\npr\u00eamio de exporta\u00e7\u00e3o. \u201cA \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o que produtores devem ter neste ano \u00e9\nn\u00e3o deixar muita soja em aberto, por conta do risco de uma demanda menor vinda\nda China\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista lembra ainda que, por conta da gripe\nafricana su\u00edna, os chineses ter\u00e3o que comprar mais soja dos americanos. \u201cO\n\u00fanico meio de gerar alta nos pre\u00e7os das commodities ser\u00e1 uma quebra de safra no\nBrasil ou nos Estados Unidos, j\u00e1 que os estoques mundiais s\u00e3o adequados e impedir\u00e3o\neleva\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o sustentadas no m\u00e9dio prazo\u201d, revela Veloso. <\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Quais s\u00e3o as proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas para o Brasil em 2020 e o que pode fazer a diferen\u00e7a para a soja e milho nesse in\u00edcio de ano? <\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo Veloso, no curto prazo as previs\u00f5es s\u00e3o bastante adequadas para\npraticamente toda a safra brasileira. \u201cAp\u00f3s um in\u00edcio [de safra] com chuvas\nirregulares, especialmente no nordeste brasileiro, o que se v\u00ea agora s\u00e3o\ncondi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para o desenvolvimento das lavouras\u201d, comenta o diretor. <\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise do especialista, o tempo seco nas \u00faltimas semanas no Rio\nGrande do Sul j\u00e1 aponta uma expectativa de cortes nas produtividades do milho\nver\u00e3o. \u201cPor outro lado, os efeitos para a soja foram limitados em fun\u00e7\u00e3o do\nplantio mais tardio e da boa capacidade de recupera\u00e7\u00e3o da cultura diante das\ncondi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas previstas para a regi\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>Ponto a ponto<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h4><strong>Argentina<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>\u201cAs condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram ideais durante o come\u00e7o da safra na Argentina, mas\ncom a ocorr\u00eancia de uma boa recupera\u00e7\u00e3o logo em seguida, o n\u00edvel de\nprodutividade esperado foi mantido dentro da m\u00e9dia normal. A preocupa\u00e7\u00e3o por l\u00e1\ns\u00e3o as \u00e1reas produtivas mais ao sul do pa\u00eds, onde as condi\u00e7\u00f5es foram\nirregulares e as previs\u00f5es de curto prazo n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o favor\u00e1veis como no centro\ne no norte do pa\u00eds. Apesar desse cen\u00e1rio, ainda \u00e9 cedo para falar em cortes de\nprodutividade na produ\u00e7\u00e3o dos nossos vizinhos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Safrinha<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>\u201cPor enquanto temos previs\u00f5es clim\u00e1ticas de longo prazo majoritariamente\nfavor\u00e1veis para a safrinha, mas ainda \u00e9 cedo para garantir condi\u00e7\u00f5es normais. O\nplantio provavelmente ser\u00e1 atrasado, restringindo a janela de desenvolvimento\ndo milho.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o centro-oeste e sudeste brasileiro, as previs\u00f5es para o final de\njaneiro e para o m\u00eas de fevereiro s\u00e3o de chuvas acima da m\u00e9dia normal dos\n\u00faltimos anos, o que se confirmado, trar\u00e1 condi\u00e7\u00f5es iniciais adequadas para as\nlavouras. Em boa parte do Paran\u00e1 as chuvas devem ficar levemente abaixo da\nm\u00e9dia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Mar\u00e7o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>\u201cPara o m\u00eas de mar\u00e7o as proje\u00e7\u00f5es de longo prazo indicam chuvas acima da\nm\u00e9dia no norte do Mato Grosso, Goi\u00e1s e Minas Gerais. Por outro lado, no Mato\nGrosso do Sul, S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1, a ocorr\u00eancia de precipita\u00e7\u00f5es prevista est\u00e1\nabaixo da normalidade para o m\u00eas. Isso levanta d\u00favidas sobre o impacto do clima\nnas lavouras dessas localidades, considerando que a distribui\u00e7\u00e3o das chuvas ao\nlongo de mar\u00e7o ser\u00e1 determinante para a defini\u00e7\u00e3o do potencial produtivo das\nculturas\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com Tarso Veloso, s\u00e3o esperadas condi\u00e7\u00f5es de chuvas\ndentro da normalidade em todo o pa\u00eds a partir do m\u00eas de abril. \u201cA safra de\nver\u00e3o conta com condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis enquanto a safrinha ainda permanece com um\nponto de interroga\u00e7\u00e3o neste momento\u201d, conclui o especialista. <\/p>\n\n\n\n<h3><strong>Acompanhamento de safra da CONAB<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h4><strong>Milho<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>De acordo com o \u00faltimo boletim de acompanhamento de\nsafra da Companhia Nacional de Abastescimento (CONAB), as lavouras de milho\nver\u00e3o, da safra 2019\/2020, j\u00e1 se encontram totalmente semeadas na Regi\u00e3o\nCentro-Sul e Matopiba, e apresentam bom desenvolvimento vegetativo. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o documento, em rela\u00e7\u00e3o a safrinha de milho,\nque tinha in\u00edcio previsto para janeiro, a proje\u00e7\u00e3o de \u00e1rea plantada ainda est\u00e1\nindefinida. Por conta da desuniformidade das chuvas, o atraso no plantio da\nsoja em todo o pa\u00eds criou uma expectativa de risco por conta do ciclo da cultura,\nque poder\u00e1 continuar se desenvolvendo ainda em fevereiro. Essa tend\u00eancia\nencurtar\u00e1 a janela de plantio mais favor\u00e1vel para o milho de segunda safra. <\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa nacional do plantio de milho da CONAB,\nconsiderando a primeira, a segunda e a terceira safra, na temporada 2019\/20, indica\nque veremos um crescimento de 0,2% em compara\u00e7\u00e3o a 2018\/19. De acordo com o\n\u00f3rg\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o total de toda essa \u00e1rea pode atingir 98,7 milh\u00f5es de\ntoneladas.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Soja<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O acompanhamento da CONAB segue a vis\u00e3o do mercado e\nclassifica o in\u00edcio da safra de soja como irregular por conta das quest\u00f5es\nclim\u00e1ticas. De acordo com o documento, na Regi\u00e3o Centro-Oeste, as condi\u00e7\u00f5es\nclim\u00e1ticas registradas foram variadas e esse cen\u00e1rio impactou na evolu\u00e7\u00e3o do\ncultivo. <\/p>\n\n\n\n<p>Nas Regi\u00e3o Nordeste, particularmente em Matopiba &#8211;\nregi\u00e3o que compreende os estados do&nbsp;Maranh\u00e3o,\nTocantins, Piau\u00ed e Bahia -, as precipita\u00e7\u00f5es aconteceram dentro da normalidade\na partir de dezembro de 2019, com maior intensidade na primeira quinzena do\nm\u00eas. Na sequ\u00eancia, as chuvas se apresentaram de forma reduzida nas diversas\nregi\u00f5es produtoras, o que foi insuficiente para assegurar a umidade do solo\npara o plantio das culturas de uma forma segura.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo relat\u00f3rio do \u00f3rg\u00e3o, publicado em 8 de janeiro desse ano, n\u00e3o apresentou ajuste na estimativa de produtividade da soja. No entanto, em agosto de 2019 a CONAB havia disparado em seu relat\u00f3rio que os produtores colheriam cerca de 121 milh\u00f5es de toneladas da oleaginosa na safra 2019\/2020 \u2013 o que na \u00e9poca, j\u00e1 havia sido contestado por diversos produtores, de acordo com not\u00edcia do portal Canal Rural.<\/p>\n\n\n\n<div role=\"main\" id=\"new_posts_2019-93f1f11efd1b83540e6a\"><\/div>\n<script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/d335luupugsy2.cloudfront.net\/js\/rdstation-forms\/stable\/rdstation-forms.min.js\"><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"> new RDStationForms('new_posts_2019-93f1f11efd1b83540e6a', 'UA-57138808-1').createForm();<\/script>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><a href=\"https:\/\/site.agrosmart.com.br\/monitoramento-ambiental\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/banner-monitoramento-ambiental.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9396\" width=\"700\" height=\"210\"\/><\/a><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conversamos com Tarso Veloso, Diretor de Opera\u00e7\u00f5es na AgResource Company, para entender como China, Estados Unidos e o clima podem interferir no agro Brasileiro. 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