{"id":7851,"date":"2019-06-13T13:55:01","date_gmt":"2019-06-13T16:55:01","guid":{"rendered":"https:\/\/agrosmart.com.br\/?p=7851"},"modified":"2020-12-16T00:37:29","modified_gmt":"2020-12-16T03:37:29","slug":"diesel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/diesel\/","title":{"rendered":"Diesel na lavoura, como gastar menos"},"content":{"rendered":"<h2><strong>Energia no campo<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dando continuidade ao nosso material sobre energia no campo, um assunto que n\u00e3o pode ser deixado de fora \u00e9 o Diesel. Esse combust\u00edvel \u00e9, h\u00e1 d\u00e9cadas, uma fonte essencial de energia, respons\u00e1vel pelo funcionamento de tantas m\u00e1quinas. Hoje ainda \u00e9 imposs\u00edvel imaginarmos o campo produzindo sem o \u00f3leo Diesel ou um produto similar.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/economia-de-energia\/\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-8562 size-full\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/botao-energia-eletrica-no-campo.png\" alt=\"Bot\u00e3o para artigo sobre energia el\u00e9trica no campo\" width=\"298\" height=\"40\"><\/a><\/p>\n<h2><strong>Combust\u00edveis<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 claro que tentamos nos reinventar para criar um sistema de produ\u00e7\u00e3o eficiente e inovador. No entanto ainda n\u00e3o podemos nos livrar de fontes confi\u00e1veis de energia facilmente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje h\u00e1 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o com o uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, por serem considerados uma fonte finita de energia. Apesar disso, alternativas est\u00e3o sendo desenvolvidas, de forma a substituir o combust\u00edvel sem a necessidade de alterar a tecnologia utilizada. Estamos aqui falando dos biocombust\u00edveis. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dentro da categoria de biocombust\u00edveis, o biodiesel \u00e9 uma figura que exige destaque especial. O diesel \u00e9 um combust\u00edvel tipicamente utilizado para m\u00e1quinas de trabalho, isso tem a ver com suas caracter\u00edsticas e a forma de entrega de energia.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8563 size-medium\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/foto-galao-de-combustivel-225x300.jpg\" alt=\"Foto de gal\u00e3o de combust\u00edvel\" width=\"225\" height=\"300\"><\/p>\n<h2><strong>Biocombust\u00edveis<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Biocombust\u00edvel \u00e9 o termo utilizado para descrever os combust\u00edveis oriundos de fontes renov\u00e1veis. Eles podem ser biodegrad\u00e1veis e obtidos a partir de diferentes processos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para que a fonte do combust\u00edvel seja considerada renov\u00e1vel, \u00e9 necess\u00e1rio que seja reabastecida atrav\u00e9s de processos e recursos naturais, em uma escala de tempo humana. A janela de tempo representada pela vida humana \u00e9 de suma import\u00e2ncia na caracteriza\u00e7\u00e3o, uma vez que descreve a continuidade de oferta do produto. Comparando-se, por exemplo, \u00e0 escala de tempo de eras geol\u00f3gicas, o Diesel de petr\u00f3leo poderia ser considerado renov\u00e1vel, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 uma forte tend\u00eancia de mudan\u00e7a no mercado, para que o uso de biocombust\u00edveis suprima o consumo de seus equivalentes n\u00e3o renov\u00e1veis. \u00c9 preciso, no entanto, que haja uma adapta\u00e7\u00e3o progressiva, para que o mercado e a ind\u00fastria tenham capacidade de se adequar aos novos produtos, n\u00e3o gerando caos em fun\u00e7\u00e3o de um avan\u00e7o tecnol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds com imenso potencial de produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, uma vez que tem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para diversas culturas das quais \u00e9 poss\u00edvel se obter bioetanol e biodiesel. Essas duas s\u00e3o as principais formas de biocombust\u00edveis sendo pesquisadas e desenvolvidas ao redor do mundo.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8564 size-large\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/foto-bomba-de-abastecimento-de-diesel-682x1024.jpg\" alt=\"Foto de bomba de abastecimento de diesel\" width=\"682\" height=\"1024\"><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O bioetanol \u00e9 o etanol produzido a partir de biomassa de cana-de-a\u00e7\u00facar, milho, celulose, beterraba, entre outros. J\u00e1 o biodiesel pode ser obtido a partir de oleaginosas. Al\u00e9m das plantas, o diesel renov\u00e1vel tamb\u00e9m pode ser produzido a partir de sebo animal, no entanto essa solu\u00e7\u00e3o nem sempre \u00e9 vi\u00e1vel economicamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como grande parte do or\u00e7amento do agricultor \u00e9 destinado \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia no campo, seja el\u00e9trica ou combust\u00edveis, \u00e9 sempre interessante compreender quais s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es no mercado, suas qualidades e fraquezas, para se realizar a escolha de uma ou de outra. <\/span><\/p>\n<h3><strong>Bioetanol<\/strong><\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8565 size-large\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/foto-espiga-de-milho-1024x575.jpg\" alt=\"Foto de espiga de milho\" width=\"1024\" height=\"575\"><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de n\u00e3o ser t\u00e3o relevante como fonte de energia para m\u00e1quinas de trabalho no campo, o bioetanol representa uma parcela muit\u00edssimo relevante da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira. Esse produto \u00e9 hoje majoritariamente produzido \u00e0 partir de cana-de-a\u00e7\u00facar, apesar disso as pesquisas para produ\u00e7\u00e3o de bioetanol de milho est\u00e3o \u00e0 todo vapor no Centro-Oeste brasileiro, regi\u00e3o com alta produ\u00e7\u00e3o dessa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">commodity<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.conab.gov.br\/ultimas-noticias\/2881-conab-divulga-pela-primeira-vez-dados-sobre-a-producao-de-etanol-de-milho-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8566 size-full alignnone\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/botao-bioetanol-de-milho.png\" alt=\"Bot\u00e3o para artigo sobre bioetanol de milho\" width=\"228\" height=\"40\"><\/a><\/p>\n<h3><strong>Biodiesel<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o produtor agr\u00edcola, os equipamentos s\u00e3o essenciais para que a produ\u00e7\u00e3o em larga escala seja poss\u00edvel. Pensando nisso, pesquisas de uso de diversas fontes para obten\u00e7\u00e3o do \u00f3leo t\u00eam sido realizadas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, a vers\u00e3o sustent\u00e1vel do diesel est\u00e1 sendo gradativamente inserida no produto puro. Dessa forma, ainda n\u00e3o se faz uso do biodiesel puro, segundo o <\/span><a href=\"https:\/\/www.biodieselbr.com\/biodiesel\/definicao\/o-que-e-biodiesel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">BiodieselBr<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Isso deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o pois uma mudan\u00e7a no combust\u00edvel sempre tem efeitos nos motores que o utilizam, portanto a substitui\u00e7\u00e3o de uma fonte de energia sempre tem que ser gradual, para que a ind\u00fastria tenha tempo de se adequar \u00e0s novas caracter\u00edsticas de tal produto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds com grande capacidade de produ\u00e7\u00e3o de biodiesel, uma vez que muitas esp\u00e9cies vegetais que s\u00e3o produzidas aqui t\u00eam capacidade de gerar esse produto. Exemplos de grandes culturas s\u00e3o o girassol, o amendoim, a mamona e a soja. Al\u00e9m dessas, pode-se obter bom combust\u00edvel tamb\u00e9m do dend\u00ea, algod\u00e3o e canola, por\u00e9m estas possuem produ\u00e7\u00e3o muito menor, al\u00e9m de valor agregado que pode inviabilizar sua utiliza\u00e7\u00e3o para esse fim.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, a gordura animal tamb\u00e9m representa uma parcela significativa de mat\u00e9ria prima para a produ\u00e7\u00e3o de biodiesel, uma vez que o Brasil possui grande produ\u00e7\u00e3o animal.<\/span><\/p>\n<h2><strong>Consumo de combust\u00edveis<\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8568 size-large\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/foto-girassol-1024x682.jpg\" alt=\"Foto de girassol\" width=\"1024\" height=\"682\"><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O consumo combust\u00edveis, especialmente diesel, no campo \u00e9 ainda uma necessidade muito patente. Para que seja controlado, a efici\u00eancia das m\u00e1quinas deve ser monitorada da melhor forma poss\u00edvel. Pensando nisso, elencamos alguns pontos que o produtor pode se atentar em sua propriedade, para evitar desperd\u00edcio de combust\u00edvel.<\/span><\/p>\n<h2><strong>Economia de diesel na lavoura<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Continuando, listamos abaixo fatores relativos ao trator e ao implemento que podem ser motivos de gastos extras com combust\u00edvel.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Relativos ao trator:<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Peso do maquin\u00e1rio;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Press\u00e3o do pneu;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Resist\u00eancia \u00e0 rolamento;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Patinagem;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Motor;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Injetores entupidos;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Injetores muito abertos ou mal conectados;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Bombas com mal funcionamento (\u00f3leo, \u00e1gua, dire\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica);<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Resist\u00eancia ao fluxo de ar no motor (admiss\u00e3o, fluxo interno ou escapamento);<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Rota\u00e7\u00e3o inadequada durante opera\u00e7\u00e3o;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">C\u00e2mbio;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Lubrifica\u00e7\u00e3o inadequada (\u00f3leo velho ou errado para o motor);<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Desgaste nas engrenagens;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Desgaste no diferencial;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Uso de marcha errada durante opera\u00e7\u00e3o;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">P\u00e9 do operador \u201cesquecido\u201d nos pedais;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Desgaste natural do motor (vida \u00fatil e manuten\u00e7\u00e3o);<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Arrefecimento inadequado;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Lastro inadequado;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Condi\u00e7\u00f5es ambientais inadequadas (CC da \u00e1rea);<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Pot\u00eancia adequada ao trabalho\/ implemento;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8569 size-large\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/foto-trator-porsche-1024x895.jpg\" alt=\"Foto de trator Porsche\" width=\"1024\" height=\"895\"><\/p>\n<h3><strong>Relativos ao implemento usado:<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Peso do implemento;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Press\u00e3o do pneu;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Resist\u00eancia \u00e0 rolamento;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Polias e correias desalinhadas<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Lubrifica\u00e7\u00e3o insuficiente;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Solavancos por causa do terreno;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Desgaste da m\u00e1quina;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Rolamentos com lubrifica\u00e7\u00e3o inadequada;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Falta de lubrifica\u00e7\u00e3o em partes m\u00f3veis;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Condi\u00e7\u00f5es ambientais inadequadas (CC da \u00e1rea);<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Pot\u00eancia adequada ao trabalho\/ implemento;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<h3><strong>Adequa\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Algumas pessoas acreditam que se deve utilizar um trator com a maior pot\u00eancia dispon\u00edvel, assim minimiza-se a dificuldade da m\u00e1quina de realizar a opera\u00e7\u00e3o. J\u00e1 outras pessoas imaginam que se deva utilizar o menor trator capaz de realizar a opera\u00e7\u00e3o. Infelizmente, a escolha de m\u00e1quina n\u00e3o deve ser t\u00e3o simples. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o produtor adquire uma m\u00e1quina autopropelida, a escolha \u00e9 mais f\u00e1cil pois as marcas j\u00e1 sabem muito bem os par\u00e2metros de opera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 a toa que a efici\u00eancia dessas m\u00e1quinas \u00e9 bastante alta se comparada com o trator-implemento. Isso ocorre pois seu desenvolvimento j\u00e1 prev\u00ea uma s\u00e9rie de par\u00e2metros de trabalho. Isso j\u00e1 fornece instantaneamente para o produtor (na hora da compra) os padr\u00f5es que dever\u00e3o ser seguidos para que o equipamento tenha seu desempenho ideal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A utiliza\u00e7\u00e3o e escolha de tratores \u00e9, entretanto, mais complexa. O trator \u00e9 uma ferramenta fant\u00e1stica, por\u00e9m \u00e9 um canivete-su\u00ed\u00e7o: realiza muitas fun\u00e7\u00f5es, apesar de n\u00e3o ser especialmente bom em nenhuma delas. A opera\u00e7\u00e3o que o trator realiza excepcionalmente bem \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o original, arrastar grandes cargas.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8570 size-large\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/foto-trator-utb-1024x762.jpg\" alt=\"Foto trator UTB\" width=\"1024\" height=\"762\"><\/p>\n<h4><strong>Curva de pot\u00eancia<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para entender a escolha do trator ideal para cada fun\u00e7\u00e3o precisamos pensar em um aspecto muito relevante de motores, a curva de pot\u00eancia. Esse gr\u00e1fico \u00e9, na verdade, um conjunto de curvas que descrevem o comportamento do motor, dependendo da rota\u00e7\u00e3o e carga que estiverem sendo demandadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao pensar na curva de pot\u00eancia do motor, o ponto ideal \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o do motor com consumo espec\u00edfico mais baixo poss\u00edvel, entregando a pot\u00eancia desejada. Contudo, \u00e9 preciso que a pot\u00eancia seja empregada no solo. Para que isso ocorra, conta-se com uma deforma\u00e7\u00e3o por parte dos pneus, de forma a permitir maior \u00e1rea de contato com a superf\u00edcie e tra\u00e7\u00e3o para o trator.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_8571\" aria-describedby=\"caption-attachment-8571\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8571 size-large\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Forcas-basicas-para-uma-roda-solida-em-superficie-rigida-1024x698.jpg\" alt=\"For\u00e7as b\u00e1sicas para uma roda s\u00f3lida em superf\u00edcie r\u00edgida\" width=\"1024\" height=\"698\"><figcaption id=\"caption-attachment-8571\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Figura 1.<\/strong> For\u00e7as b\u00e1sicas para uma roda s\u00f3lida em superf\u00edcie r\u00edgida. Fonte: Traction and Tractor Performance, Frank M. Zoz and Robert D. Grisso<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como mostra a figura acima, uma roda r\u00edgida (sem deforma\u00e7\u00e3o) possui uma \u00e1rea de contato com o solo muito pequena. Se fosse utilizada uma roda dessa forma, a concentra\u00e7\u00e3o de peso em uma \u00e1rea t\u00e3o pequena aumentaria a compacta\u00e7\u00e3o do solo, al\u00e9m de aumentar a dificuldade para se encontrar tra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fatores como ader\u00eancia ao solo, por parte dos pneus, tamb\u00e9m t\u00eam que ser considerados e separamos alguns pontos que merecem aten\u00e7\u00e3o \u00e0 baixo:<\/span><\/p>\n<h3><strong>Resist\u00eancia \u00e0 rolagem<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Resist\u00eancia \u00e0 rolagem \u00e9 dificuldade de fazer o pneu rolar sobre a superf\u00edcie. \u00c9 uma grandeza diretamente ligada \u00e0 press\u00e3o do pneu, ao peso por ele suportado e \u00e0 sua resist\u00eancia \u00e0 deforma\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um pneu que se deforma muito facilmente tende a gerar uma resist\u00eancia \u00e0 rolagem maior. Para evitar esse problema algumas pessoas calibram (isto \u00e9, enchem) o pneu com uma press\u00e3o mais alta. Com isso a press\u00e3o ajuda o pneu a se deformar menos. No entanto, \u00e9 preciso que o rodado tenha uma certa maciez, com a finalidade de facilitar sua ader\u00eancia ao solo. Se o pneu receber uma press\u00e3o interna muito alta, ou se a m\u00e1quina n\u00e3o tiver peso suficiente para puxar a carga que se deseja, o resultado inevit\u00e1vel ser\u00e1 a ocorr\u00eancia de patinagem.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_8572\" aria-describedby=\"caption-attachment-8572\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8572 size-large\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Forcas-basicas-para-uma-roda-solida-em-superficie-rigida-1-1024x698.jpg\" alt=\"For\u00e7as b\u00e1sicas para roda macia em superf\u00edcie r\u00edgida\" width=\"1024\" height=\"698\"><figcaption id=\"caption-attachment-8572\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Figura 2.<\/strong> For\u00e7as b\u00e1sicas para roda macia em superf\u00edcie r\u00edgida. Fonte: Traction and Tractor Performance, Frank M. Zoz and Robert D. Grisso<\/figcaption><\/figure>\n<p>A figura mostra um rodado com deforma\u00e7\u00e3o muito grande no pneu, essa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o onde tipicamente se encontra uma alta resist\u00eancia a rolagem, atrapalhando o desempenho da m\u00e1quina.<\/p>\n<h3><strong>Patinagem<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A patinagem \u00e9 o fen\u00f4meno onde o pneu do maquin\u00e1rio, tendo contato com o solo, n\u00e3o encontra resist\u00eancia suficiente para movimentar o mesmo. Portanto, o que acontece \u00e9 que a m\u00e1quina n\u00e3o se desloca, mas o rodado gira, isto \u00e9, patina. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao escorregar, o pneu consome combust\u00edvel, pois demanda pot\u00eancia do motor. Contudo, n\u00e3o realiza trabalho, uma vez que este depende do deslocamento do trator. <\/span><\/p>\n<h3><strong>Peso e lastro<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para evitar que ocorra patinagem em excesso, \u00e9 preciso utilizar uma m\u00e1quina com peso capaz de deslocar o implemento desejado. No caso dos autopropelidos, a pot\u00eancia e peso j\u00e1 s\u00e3o compat\u00edveis com os par\u00e2metros estabelecidos pela marca. Deve-se, nesses casos, simplesmente seguir as instru\u00e7\u00f5es da marca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso de haver um trator na frota que possua pot\u00eancia para arrastar determinado implemento, no entanto tenha um peso muito baixo para tal tarefa, o agricultor ent\u00e3o costuma fazer uso de lastro para suprir essa defici\u00eancia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O lastro \u00e9 um peso adicionado \u00e0 m\u00e1quina, para que esta atinja determinado peso total. Deve-se, contudo, controlar o uso do lastro, uma vez que se utilizado sem cuidado, esse recurso causa compacta\u00e7\u00e3o do solo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tipicamente, o produtor utiliza dois tipos de lastro: encher os pneus com \u00e1gua e adicionar pe\u00e7as de ferro ao equipamento. Os locais mais comuns para posicionamento das pe\u00e7as de metal s\u00e3o a frente do trator, a parte posterior e dentro das rodas. Neste \u00faltimo caso em discos furados, que podem ser fixados \u00e0 roda por parafusos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_8573\" aria-describedby=\"caption-attachment-8573\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-8573\" src=\"https:\/\/agrosmart.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Roda-deformavel-em-superficie-macia-1024x684.jpg\" alt=\"Roda deform\u00e1vel em superf\u00edcie macia\" width=\"1024\" height=\"684\"><figcaption id=\"caption-attachment-8573\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Figura 3.<\/strong> Roda deform\u00e1vel em superf\u00edcie macia. Fonte: Traction and Tractor Performance, Frank M. Zoz and Robert D. Grisso<\/figcaption><\/figure>\n<p>A figura identificada acima mostra uma situa\u00e7\u00e3o ideal. Nota-se onde o pneu do trator sofre alguma deforma\u00e7\u00e3o, ampliando a \u00e1rea de contato com o solo, distribuindo melhor seu peso e aumentando a ader\u00eancia. Por\u00e9m isso deve ocorrer sem que essa deforma\u00e7\u00e3o seja grande demais e cause problemas na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Distribui\u00e7\u00e3o do lastro<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro cuidado a ser tomado com o lastro \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de peso. Para operar em condi\u00e7\u00f5es ideais, o trator precisa de uma distribui\u00e7\u00e3o de peso que favore\u00e7a a tra\u00e7\u00e3o. Essa distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1 tamb\u00e9m diretamente ligada ao posicionamento do seu centro de massa. Por isso \u00e9 muito relevante que, ao adicionar lastro, o agricultor procure um profissional com conhecimento para propor o posicionamento correto do lastro na m\u00e1quina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Considerando todas essas situa\u00e7\u00f5es fica claro que simplesmente utilizar a mesma m\u00e1quina para v\u00e1rias opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 uma tarefa t\u00e3o simples. <\/span><\/p>\n<h2><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O uso do diesel ainda \u00e9 uma necessidade e, possivelmente nunca deixe de ser. Os estudos desenvolvidos para a substitui\u00e7\u00e3o desse \u00f3leo por alternativas sustent\u00e1veis mostram a preocupa\u00e7\u00e3o com a possibilidade de escassez desse recurso no futuro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de gostarmos de imaginar um mundo que n\u00e3o usa energia da queima de combust\u00edveis, em alguns casos essa \u00e9 a forma mais segura e barata de produzir energia. Al\u00e9m disso, em locais de dif\u00edcil acesso, como muitas vezes \u00e9 a realidade do agro. Por isso o uso de combust\u00edveis, como o diesel, para queima ainda \u00e9 a alternativa mais vi\u00e1vel para armazenamento de energia.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola \u00e9 extremamente dependente do uso de \u00f3leo diesel. 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